Entrevista com Helcio Tessaro, Human Resources Director | HSBC Technology and Services - Global Technology (empresa global de desenvolvimento de softwares do HSBC)
Qual o papel e as principais diretrizes da GLT no Brasil?
O HSBC GLT foi criado na Índia, em 2002, com o intuito de atender às demandas do Grupo HSBC principalmente aquelas geradas pelas unidades do grupo que estejam fisicamente localizadas em países de custo de mão-de-obra caro, ou onde existam carências e dificuldades de encontrar profissionais qualificados. Face ao sucesso do primeiro HSBC GLT criado, em 2004 foi inaugurada uma nova unidade na China, e em 2006 no Brasil. É importante salientar que apesar de existirem três GLTs, todos trabalham dentro de uma sintonia, com processos e metodologias únicas, e não competem entre si, cabendo ao grupo decidir o melhor local para o desenvolvimento do projeto. Contudo, a qualidade do serviço prestado pelos profissionais brasileiros, aliado ao fuso horário que favorece o contato diário com a Europa e a América do Norte, bem como o perfil questionador e inovador do brasileiro, fez com que o GLT Brasil se tornasse um importante centro de tecnologia para o grupo HSBC, reconhecido por nossos clientes (HSBCs dos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, França, Hong Kong e pelo próprio HSBC do Brasil) como a melhor unidade dentre as três GLTs, de acordo com uma pesquisa anual de satisfação dos clientes.
Os planos foram alterados após o impacto da atual crise global?
O setor de Tecnologia da informação sente reflexos da crise mundial, mas provavelmente em escala inferior aos dos demais setores econômicos. O ano de 2009 promete ser mais conservador, porém, o plano de crescimento do GLT Brasil não foi alterado tendo em vista haver um movimento de redução de posições de trabalho nos HSBC GLTs da Índia e da China. Com isso, vamos intensificar nosso atendimento ao cliente, oferecer nossos serviços aos novos países e buscar nossa consolidação no mercado.
Qual a necessidade de profissionais qualificados para o GLT nos próximos períodos?
Entendemos que a necessidade de profissionais será ainda maior a cada ano. O Brasil tem déficit de profissionais em Tecnologia da Informação com domínio no idioma inglês e isto faz que o progresso no setor para exportação seja lento. O GLT busca parcerias com universidades, cursos técnicos e escolas de idiomas a fim de contribuir na formação de novos profissionais e com o aperfeiçoamento daqueles que apostam no setor.
Em que a Universidade Positivo e o curso de Bacharelado em Sistemas de Informação têm colaborado para o atendimento das necessidades de mão-de-obra qualificada?
A Universidade Positivo é uma forte parceira na formação e qualificação de profissionais para o GLT, tanto oportunizando e promovendo palestras dentro da Universidade para divulgarmos a empresa e as nossas vagas existentes, quanto no desenvolvimento de programas inovadores, como foi o caso do programa FORSOFT, com o qual conseguimos conjuntamente formar alunos do Ensino Médio oriundos de populações carentes. Outro aspecto que gostaríamos de ressaltar diz respeito ao curso de tecnólogo, recentemente lançado pela Universidade, e que irá certamente suprir as necessidades das empresas de tecnologias. Em recente visita à Índia pude identificar que os cursos de tecnologia no país duram 2 anos e que, graças a isso, eles conseguem atender toda a demanda encaminhada por países de custo alto. Acredito que este é um importante passo dado pela Universidade Positivo no sentido de preparar profissionais para atender à demanda de mercado (atual e futura).
Muitos profissionais que atuam no GLT são alunos e egressos do curso de BSI da Universidade Positivo. Qual sua opinião sobre a qualificação desses profissionais?
Os profissionais que trabalham conosco vindo do curso de BSI da Universidade Positivo têm se mostrado preparados para atender às necessidades de nossa empresa. Acredito que o nível do idioma possa ser um pouco mais exigido, pois muitos têm um nível de inglês muito básico. Para essa área, que tem uma previsão de crescimento muito grande para os próximos cinco anos, exclusivamente para atender as demandas vindas do exterior, o inglês é fundamental e deve ser mais exigido. Contudo, percebemos que o corpo docente, a seriedade e a cultura da Instituição, a estrutura e equipamentos, contribuem para que os profissionais e estagiários da UP tenham visão de mercado, facilidade na aplicação prática do conteúdo teórico, comprometimento e seriedade.